segunda-feira, 22 de março de 2010

Manhã Submersa - Xutos e Pontapés

O meu primeiro contributo é calmo e nacional.

Nacional, como forma de homenagear a nossa língua materna que tanto valor tem e tantas vezes é esquecida e desvalorizada.

Comecei com esta música porque apela à tranquilidade, ao amor (com a sua dor) e à reflexão. Adoro a calma e suavidade, tanto na voz como na parte instrumental, remetendo a letra para a inocência da adolescência e a música, para mim, apela às memórias daquele tempo em que éramos felizes e não sabíamos...

Obviamente, esta música faz-me lembrar o meu primeiro amor (e único verdadeiro até hoje) que ainda permanece, intenso e inquietante, como naquele primeiro dia em que tudo começou. Ao ouvir, faço uma viagem instantânea pelo tempo e espaço, voltando a viver momentos únicos de felicidade mas acabando com a dor da volta ao presente, real e vazio.

Considero esta uma das melhores músicas feitas até hoje, marcada pela beleza da simplicidade, com uma suave repetção que vai mudando subtilmente, acompanha por vozes de fundo que se ajustam na perfeição aos instrumentos.



Album: Dados Viciados (1997)

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